<font color=0093dd>«Sejam as televisões que não temos»</font>
Cerca de 200 pessoas encheram, segunda-feira, o grande salão da Casa do Alentejo para participar num jantar da CDU com intelectuais, quadros técnicos e personalidades do mundo da cultura.
Apresentada pela actriz Carmen Santos, candidata da CDU às eleições de 13 de Junho, a componente política do jantar contou com as intervenções das candidatas Ilda Figueiredo e Odete Santos e de Luiz Azevedo, da Intervenção Democrática.
Ilda Figueiredo, primeira candidata da lista da CDU, chamou a atenção para as contradições do Governo que ao mesmo tempo que afirma que o País tem de cumprir o Pacto de Estabilidade, porque vem da União Europeia, decide privatizar a Águas de Portugal, apesar de uma resolução do Parlamento Europeu – alcançada com o contributo dos deputados do PCP – apontar na direcção inversa. Tal como no caso da despenalização do aborto, recomendada pela União Europeia. A deputada comunista considerou que, apesar de considerar negativo a maior parte do que é aprovado na União Europeia, por vezes é possível fazer aprovar algo de positivo. Daí ser fundamental o reforço da CDU.
A eurodeputada lembrou também que apesar de o Parlamento Europeu não ter competências directas nas áreas da cultura, há um conjunto de políticas que indirectamente interferem na esfera cultural, nomeadamente a concentração no sector da comunicação social, que os comunistas fortemente combatem. As consequências desta concentração, destacou a cabeça de lista, são visíveis. O facto de não se encontrar na sala nenhum dos grandes órgãos de comunicação social nacionais é uma delas, afirma. «Nós somos dos que remamos contra a maré, não merecemos mais do que o esquecimento por parte dos media», ironizou Ilda Figueiredo, que apelou aos presentes para que sejam «as televisões que não temos».
Já antes, Odete Santos tinha notado a ausência dos grandes órgãos de informação. Odete Santos lembrou uma inscrição mural brasileira do tempo da ditadura militar que, com as devidas diferenças que a situação impõe, retratam bem o papel que muitos destes órgãos assumem: «Não compre jornais, minta você mesmo». Para Odete Santos, «isto significa que temos que trabalhar o dobro».
As declarações provocatórias de Durão Barroso, proferidas no dia anterior, responsabilizando o PCP por eventuais problemas de segurança que eventualmente ocorram no campeonato europeu de futebol, mereceram o repúdio da deputada comunista, bem como de Luiz Azevedo, que redigiu um documento para ser entregue ao Presidente da República, assinado por diversos intelectuais. Nesse documento, expressava-se a indignação dos signatários pelo que pode ser o início de uma «caça às bruxas».
Ilda Figueiredo, primeira candidata da lista da CDU, chamou a atenção para as contradições do Governo que ao mesmo tempo que afirma que o País tem de cumprir o Pacto de Estabilidade, porque vem da União Europeia, decide privatizar a Águas de Portugal, apesar de uma resolução do Parlamento Europeu – alcançada com o contributo dos deputados do PCP – apontar na direcção inversa. Tal como no caso da despenalização do aborto, recomendada pela União Europeia. A deputada comunista considerou que, apesar de considerar negativo a maior parte do que é aprovado na União Europeia, por vezes é possível fazer aprovar algo de positivo. Daí ser fundamental o reforço da CDU.
A eurodeputada lembrou também que apesar de o Parlamento Europeu não ter competências directas nas áreas da cultura, há um conjunto de políticas que indirectamente interferem na esfera cultural, nomeadamente a concentração no sector da comunicação social, que os comunistas fortemente combatem. As consequências desta concentração, destacou a cabeça de lista, são visíveis. O facto de não se encontrar na sala nenhum dos grandes órgãos de comunicação social nacionais é uma delas, afirma. «Nós somos dos que remamos contra a maré, não merecemos mais do que o esquecimento por parte dos media», ironizou Ilda Figueiredo, que apelou aos presentes para que sejam «as televisões que não temos».
Já antes, Odete Santos tinha notado a ausência dos grandes órgãos de informação. Odete Santos lembrou uma inscrição mural brasileira do tempo da ditadura militar que, com as devidas diferenças que a situação impõe, retratam bem o papel que muitos destes órgãos assumem: «Não compre jornais, minta você mesmo». Para Odete Santos, «isto significa que temos que trabalhar o dobro».
As declarações provocatórias de Durão Barroso, proferidas no dia anterior, responsabilizando o PCP por eventuais problemas de segurança que eventualmente ocorram no campeonato europeu de futebol, mereceram o repúdio da deputada comunista, bem como de Luiz Azevedo, que redigiu um documento para ser entregue ao Presidente da República, assinado por diversos intelectuais. Nesse documento, expressava-se a indignação dos signatários pelo que pode ser o início de uma «caça às bruxas».